sábado, 14 de janeiro de 2017

Hiperpaternidade...

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Ontem eu li uma entrevista no El País, do psicólogo José Antonio Luengo, sobre as consequências que a “nova” forma de criação dos filhos podem gerar na adolescência e até na fase adulta. Achei muito interessante. Ele apontou o que eu realmente acredito.

Ouço muito por aí que a Alice é muito “avançada” para a idade dela, por ser segura ao desbravar as suas descobertas individuais. Eu não concordo com esse ponto de vista, acho a que a minha filha acompanha bem as evoluções da idade dela. Mas acredito que a forma da criação influencia diretamente no comportamento dela e de qualquer criança.

Como todos por aqui sabem, eu já tive dois filhos e ambos tiveram criações totalmente diferentes. Apesar das condições de saúde do Davi, para mim a diferença não está aí, mas sim nos excessos de proteção. Sempre comparei o Davi a crianças com a mesma cardiopatia dele. Mas, na época, parecia que só eu que fazia essa comparação. Resultado, para mim, o desenvolvimento dele foi lento e tardio.

Já com a Alice, eu agarrei na minha meta materna de criá-la para o mundo, para ela ser segura o suficiente para desbravar tudo o que quiser. Eu sempre digo que não existe forma certa ou errada para criar filho, cada um conhece os seus limites, tem a sua cultura individual e ideologias. Mas, muitos comportamentos da minha filha me mostram que o estou no caminho certo dos meus objetivos pessoais.

Eu sou chata e sistemática para muita coisa; sei falar NÃO e não cedo para choro, muito menos para birras; frustrações são muito importantes para a vida; lágrimas não são sinônimos de fraquezas, muitas vezes são o que dão mais força (senti isso na pele entre tantas cruzes que já carreguei); comprar o afeto dela com presentes está fora do meu orçamento; ensinar a dar bom dia e a usar por favor e obrigada sempre; eu prefiro que ela compartilhe a respeitar o momento pessoal que ela não esteja afim... Estou certa? Estou errada? Para quê seguir manuais de boas condutas? Hoje acredito em tudo isso, mas estou aberta a mudanças contínuas, afinal, maternidade é isso, deixar a língua triturada de tanto morder.

Falei, falei, para compartilhar a entrevista do El País. Achei tão interessante. Vale a pena ler. Confiram!

“A hiperpaternidade gera adolescentes com muitos medos”

O psicólogo José Antonio Luengo adverte sobre o perigo de tentar evitar todas as frustrações dos filhos

GEMA LENDOIRO

Os adolescentes de hoje são como os de antes? Assistimos a uma nova maneira de abordar essa mudança na vida de todo ser humano? Muitas vozes alertam, há algum tempo, que o excesso de proteção não é nada benéfico para as crianças que crescerão sem saber assumir responsabilidades. José Antonio Luengo, psicólogo espanhol especializado em adolescência, reflete sobre como mudaram os paradigmas da educação dos filhos de três décadas para cá e quais são as consequências.

Pergunta. Para começar, o que é a adolescência e quais fases da vida ela engloba?
O psicólogo
José Antonio Luengo
Resposta. A adolescência é uma fase da vida, uma etapa crucial do desenvolvimento, marcada por mudanças orgânicas, fisiológicas, cognitivas, psicológicas e emocionais notáveis e muito significativas na configuração definitiva da personalidade; que nos faz e fará alguém diferente de todos os que nos rodeiam. Falamos de um período que engloba, com flexibilidade, desde os 11-12 anos até os 16-18, dependendo sempre de fatores pessoais, individuais, sociais e culturais. O adolescente é um ser que, em termos precisos, cresce e aprende a crescer. A palavra, etimologicamente, remete a esse princípio: um ser que está crescendo. Com os conflitos, incertezas, dúvidas e surpresas que isso implica. Para o próprio adolescente e os que o rodeiam.


P. A adolescência de hoje difere em algo daquela que tiveram os que hoje são pais?

R. Existem diferenças e não são poucas. Mas, provavelmente, temos muito mais coisas em comum do que pensamos hoje. A revolução hormonal e fisiológica ocorre, as mudanças físicas e psicológicas... A crise inerente a uma mudança tão drástica e aparentemente inesperada. As dúvidas, a ansiedade de saber, de ser. A impulsividade, a desproporção, o desequilíbrio. E certa condição de rebeldia e oposição ao estabelecido pelos pais e pelo entorno. Algumas coisas nos diferenciam, claro. Estão relacionadas, sem dúvida, com o modo como vivemos, com a forma como as coisas estão organizadas hoje, ao contrário de ontem. Influem nessas diferenças o modo como nós, adultos, vivemos e como os fazemos viver, as características das famílias de hoje, como organizamos suas vidas, o papel desempenhado pelas tecnologias, e seu fácil acesso a um mundo “inabarcável”...

P. Sabe-se que as situações econômicas determinam em grande parte a forma de educar. O senhor acredita que os jovens nascidos numa época de maior desenvolvimento econômico foram educados numa cultura de pouco esforço e de ter tudo sem merecer só porque seus pais não o tiveram?

R. Eu sinceramente acredito que sim. Sempre é simplificador fazer uma afirmação categórica, mas não faltam evidências disso. Considerar que você é “melhor” pai ou mãe em função das possibilidades de acesso aos bens materiais que seus filhos têm, evitar suas incertezas e “facilitar-lhes” tudo o que tem de viver e experimentar foram (e ainda são) princípios educacionais obtusos e, com certeza, contraproducentes. Alguns descreveram esse fenômeno como uma forma de “takeover amigável” da infância. “Eu te compro” com tudo o que te dou porque não tenho tempo para estar com você, para cuidar de você, te ouvir e te educar como deveria... E como você precisaria.

P. Eu quero/eu tenho. E se não for assim, então me frustro, tenho traumas, me drogo, bebo, tenho relações sexuais muito cedo e com muitas pessoas... Faz sentido? Não estaríamos sendo permissivos? Ou há lugar para a esperança?

R. Hoje surge um termo muito interessante, o de pais “helicópteros”, numa clara alusão a uma maneira de gerir a educação dos filhos, baseada na hiperproteção. Uma espécie de hiperpaternidade, que vê os filhos como seres intocáveis, que, no fim, acabam tendo mais medos do que nunca. Pais que sobrevoam sem trégua as vidas dos filhos (daí o helicóptero), pendentes de todos os seus desejos e necessidades. O mundo parece acabar se seus filhos hesitam, se aparecem frustrações, preocupações. Se eles se entristecem ou, um dia, se zangam com os amigos. Envolver-se na vida dos filhos é inerente, é claro, a um exercício adequado da autoridade parental. Outra coisa é o ofuscamento pela perfeição, pela necessidade, quase obsessiva, de que sejam os melhores em tudo. Em tudo.

P. Sessenta anos atrás, se educava na base do cinto ou da chinelada e agora se educa tratando de não traumatizar a criança. Será que a virtude está, nesse caso, no meio-termo? O que ganhamos e perdemos com respeito à geração dos nossos pais?

"Crescer significa 
enfrentar, cair, saber 
se levantar, ajudar quem 
está em dificuldade. E também 
saber chorar e enxugar as lágrimas..."

R.  Falando do nosso ambiente social, o de um país desenvolvido, devemos insistir numa ideia. As crianças nunca foram tão bem “tratadas” desde que nos conhecemos como seres humanos. Nunca o ordenamento jurídico que protege os direitos das crianças e adolescentes adquiriu tanto valor, rigor, seriedade, critério e eficiência. O segredo, se existe um, é educar a partir do equilíbrio, atendendo às necessidades dos nossos filhos com esmero. E isso implica, inevitavelmente, em entender a frustração como uma experiência imprescindível. Entender que o “não” também educa, que são imprescindíveis a dor, a insatisfação, a dúvida, o conflito. Que é necessário que os adolescentes enfrentem o “não posso” ou o “não sei”, e saibam enfrentar as situações. Com autonomia.

P. Hoje os pais estão mais perdidos do que antes?

R. Apesar de tudo o que sabemos e aprendemos sobre educação, embora as condições de vida tenham melhorado notavelmente em relação a épocas anteriores (sempre em termos gerais e sem esquecer situações desfavorecidas que não devem ser negligenciadas), educar, hoje, é um processo muito complexo. Muitos fatores influem. Pais e mães sabem com certeza que o mundo mudou e que nossos filhos não necessariamente vão melhorar as condições de vida que nós, seus pais, tivemos ou temos. E aparecem muito mais dúvidas. E a obsessão, a preocupação de que não lhes falte nada, que sejam os melhores, competitivos... E certos papéis podem se perder nesse processo. As condições de vida também fizeram com que tenhamos menos filhos. E se perdem coisas. Os irmãos cobriam, e cobrem, uma parte substancial da experiência de crescer em companhia.

P. A falta de compromisso é uma das características da adolescência, mas que agora perdura depois dos 18 anos e isso tem que ter uma razão. O senhor saberia dizer qual?

R. Sou daqueles que pensam que, apesar das circunstâncias descritas, temos os melhores adolescentes e jovens de toda a nossa história. Mas nós não os ajudamos com princípios e critérios educativos de hiperproteção. Muito pelo contrário. Organizar a vida deles a partir do conforto sem fim não é o caminho. Estamos nos enganando. Crescer significa enfrentar, cair, saber se levantar, ajudar aquele que dobra o joelho ao seu lado, quem está em dificuldade. Crescer também significa saber chorar e saber enxugar as lágrimas. E continuar. Crescer significa se esforçar e ter disciplina. Automotivar-se em cada tarefa, em cada momento. Estes são, queiramos ou não, princípios essenciais do manual do bom pai, do bom educador. Será que nós não percebemos?

sábado, 31 de dezembro de 2016

Tchau, 2016

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Eu estava muito ansiosa para a chegada do dia de hoje, o ÚLTIMO DIA deste terrible 2016!

Sem textão, eu quero apenas AGRADECER! Obrigada a você que me fez sorrir mais, a você que me deu a mão na hora que eu estava numa corda bamba, a você que aumentou a minha autoestima ao direcionar o meu olhar, às vezes perdido, em direção à minha força. Obrigada a cada um que confirmou que o simples da vida é o que vale mais. Agradeço a todos que deixaram os mimimis de lado e não tiveram vergonha de serem felizes comigo, na alegria e na mongolice. Obrigada pelos abraços apertados, beijos, sorrisos, palavras verdadeiras, ouvidos antenados, silêncios, comemorações, parceria nas lágrimas, preocupações, lembrança... Mas o meu coração bate forte mesmo para quem arrancou gargalhadas gostosas da minha pequena!

Obrigada, galera! Cada um que se identificou nessas linhas e entrelinhas deixou o meu 2016 mais leve.

Desejo a todos vocês que em 2017 essa lista de gratidão cresça diariamente. Que todos nós consigamos alcançar todas as metas pessoais.

Vamos comemorar, pois a vida merece!


FELIZ ANO NOVO!
UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

“Otlo Papai Noel!”, diz Alice

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Finalmente (ou já) chegou o Natal! Será que você ama tanto esta época como a Alice? Rs... Acho difícil! Mais uma vez, estamos fazendo o tour de Natal pela cidade. Mas desta vez, eu nem precisei me esforçar, pois a Alice todos os dias quer ver “otlo Papai Noel” (rs...). 


Para você curtir também o Natal da cidade como a gente, vou compartilhar aqui a programação de Brasília. Confira!

CAIXA CULTURAL - UM SONHO DE NATAL


A Caixa Cultural sempre surpreende no Natal e mais uma vez está, literalmente, um sonho! Até o dia 06 de janeiro, o público pode embarcar em “Um sonho de Natal”, onde se aventurará com jogo interativo, voo de trenó e um encontro com o Papai Noel. 

O passeio começa em um quarto com uma cama gigante, na qual as crianças deitam para relaxar antes de partir em um trenó enorme rumo à Cidade do Papai Noel. No caminho, elas ainda vão conhecer a Galáxia dos Desejos e o Bosque dos Doces. Os espaços foram criados especialmente para despertar no público infantil a sensação de estar em um universo de fantasia, onde tudo é possível.

Ao lado do espaço lúdico, o prédio da CAIXA será transformado em uma tela gigante. Todos os dias, um vídeo de animação projetado na fachada do edifício contará a história de três personagens: o Amor, a Alegria e a Amizade. Depois da exibição, o prédio ficará sob o controle dos visitantes, que poderão jogar o game Desafio de Natal, que traz os mesmos protagonistas da animação.

Todas as sextas e sábados terá queima de fogos às 20h. No dia 31 de dezembro, haverá sessão extra de fogos à meia-noite para comemorar a chegada de 2017. A programação conta também com apresentações musicais, nos dias  9, 10, 23 e 30 de dezembro de 2016 e 6 de janeiro de 2017, das 20h10 às 20h50.

Serviço
Um sonho de Natal

Estacionamento da CAIXA Cultural Brasília (SBS, quadra 4, lotes 3/4 – Asa Sul, anexo à matriz da CAIXA).
Data: De 2 de dezembro de 2016 a 6 de janeiro de 2017 (espaço estará fechado nos dias 25 de dezembro e 1º de janeiro).
Horário: De segunda a sexta-feira, das 16h30 às 22h; sábados e domingos, das 10h30 às 13h e das 14h às 22h; dias 24 e 31 de dezembro, sábados, das 10h30 às 18h
Entrada franca
Mais informações: 61 3206-6456/9448/9449
Para crianças de até 12 anos, acompanhadas de adultos

CARAVANA COCA-COLA

Eu odeio refrigerante, mas quando se fala em campanha publicitária, para mim, a Coca-cola é fantástica! No Natal, então... Nossa, eu sempre choro.

Neste ano, a Caravana da Coca-cola traz um tema mais que merecido para invadir todos os lugares, casas e corações: OBRIGADO.

Em Brasília, os caminhões luminosos, que arrancam suspiros por onde passam,  já começaram a desfilar. Estão rodando desde o dia 01. A concentração inicia às 19h nos pontos de partida e seguem para os percursos por volta das 20h.

Confira o calendário da caravana na cidade no quadro abaixo:


Quem for passar as férias no Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul ou São Paulo, pode encontrar a máquina da gratidão que a Coca-cola preparou para este Natal, com garrafinhas decoradas para você presentear quem fez o seu ano mais especial.

IGUATEMI


É impossível não se encantar com a decoração do Iguatemi. Sem dúvida, a mais linda! O shopping foi invadido pelo “Natal dos Ursos Peraltas”.  A atração conta com trenzinho para as crianças passearem, colmeia gigante, banda dos ursos, a casa dos ursos – onde os visitantes conhecem a sala, os bercinhos, o casal vovô e vovó urso, a brinquedoteca e o parquinho dos ursos. E no meio de tanto mel, o Papai Noel aguarda as crianças para as tradicionais fotos natalinas.

Além disso, neste ano, o shopping aposta na tecnologia e na integração para atrair o público. Com uma campanha inovadora e interativa, as crianças são levadas, através dos Portais Mágicos, à Terra da Magia. Personagens inéditos criados pela rede Iguatemi protagonizam a lúdica história natalina, ao lado do Papai Noel. Toda a interação se dá por meio do aplicativo do Iguatemi. As crianças vão procurando os personagens e conhecendo suas histórias, à medida que passeiam pelo shopping.

Papai Noel – desta vez, o bom velhinho do Iguatemi partirá antes do Natal para alimentar as renas e cuidar dos presentes de Natal. Então, até o dia 11 de dezembro, das 12h às 21h, de segunda a sábado, e aos domingos e feriados,  das 12h às 20h, eles estará esperando para dar aquele abraço na criançada.


Trenzinho dos Ursos – para visitar todo o cenário, as crianças ainda podem aproveitar o Trenzinho dos Ursos, que vai funcionar das 14h às 20h, de domingo a sexta-feira, e, aos sábados, das 12h às 20h. No dia 24 de dezembro, a atração ficará aberta das 10h às 17h e, no dia 31, das 10h às 16h. Para passear no trem, a altura máxima permitida é de 1,30 m.


Oficina de Cartinhas – o Natal no Iguatemi tem a realidade aumentada dos Portais Mágicos, mas a tradição das cartinhas não foi esquecida. A criançada pode escolher cinco modelos de cartinhas para enviar ao bom velhinho, com os desejos de Natal.

BOULEVARD


No Boulevard Shopping, a tradicional poltrona vermelha do Papai Noel fica em volta de um bosque de árvores natalinas com brinquedos da fábrica do bom velhinho compondo a decoração. 


BRASÍLIA SHOPPING


Há 16 anos, o meu Papai Noel preferido da cidade faz o Natal do Brasília Shopping. E há três Natais a Alice vai receber o “Feliz Natal” dele. Desta vez, o bom velhinho ganhou um lindo jardim verde. E quem for visitar o Papai Noel do Brasília Shopping, não pode deixar de tirar uma foto com ele e publique no Instagram com #natalnobrasilia. Assim, o mall doará R$1 por cada publicação a uma instituição carente.

#NATALNOBRASILIA
Além da praça central, o shopping preparou um espaço com um parquinho para crianças de até 1,20m de altura, com escorregador, balanços e um coreto para tirar fotos.


CONJUNTO NACIONAL

O Conjunto Nacional está lindo com o Parque Encantado do Papai Noel! Entre os ursos de pelúcias, carrossel e montanha russa, as crianças podem brincar nas xícaras giratórias espalhadas ao redor do parque. O atrativo principal do Conjunto neste ano é o totem que tira foto do público, como aquelas cabines fotográficas, e publica no facebook do shopping.  Na saída do parque, você encontra o Papai Noel em uma enorme poltrona vermelha para dividir com quem quer fazer aquele pedido de Natal diretamente a ele.

Foto do totem do Conjunto
Na área externa do shopping tem uma árvore de Natal enorme e linda. É um ótimo ponto para fazer uma foto natalina com a cara de Brasília.


PÁTIO BRASIL

O destaque do Natal deste ano no Pátio Brasil está sendo a decoração interativa, com paradas natalinas em diferentes dias e horários. Os personagens saem do cenário montado na praça central e dão uma volta ao shopping, em um grande espetáculo itinerante.  A Parada de Natal faz um desfile maravilhoso inspirado nas Paradas Musicais de Natal de Gramado e Canela - RS.


A ideia é narrar a história e o encantamento do Natal de forma lúdica. Brinquedos clássicos e personagens como renas, ursos, bonecos de neve e soldadinhos de chumbo ganharão vida e desfilarão pelos corredores do Pátio, fazendo com que os clientes também façam parte dessa experiência.

Nos próximos fins de semana ainda terão a Parada de Natal. Veja a programação do Pátio Brasil:

10 de dezembro (sábado)
- Parada de Natal, às 18h30, na Praça Central
- Mini Chefs do Pátio: receita de muffins de Natal, a partir das 14h, no espaço Pátio Gourmet

11 de dezembro (domingo)
- Parada de Natal, às 18h30, na Praça Central
- Mini Chefs do Pátio: receita de arroz especial de Natal, a partir das 14h, no espaço Pátio Gourmet

17 de dezembro (sábado)
- Parada de Natal, às 18h30, na Praça Central
- Mini Chefs do Pátio: receita de cupcake de panetone, a partir das 14h, no espaço Pátio Gourmet

18 de dezembro (domingo)
- Parada de Natal, às 18h30, na Praça Central
- Mini Chefs do Pátio: receita  surpresa com chef convidado do mês, a partir das 14h, no espaço Pátio Gourmet

 
Para os pais que estão na luta para tirar a chupeta ou a mamadeira de seus pequenos, o Pátio Brasil está fazendo uma campanha de incentivo neste Natal. Que tal dizer que Papai Noel vai trocar o bico por um presente? Você pode dizer ainda que as chupetas são guardadas numa sala e são elas que dão energia para a fábrica de brinquedos do Papai Noel funcionar. Ou então que as renas bebês precisam das chupetas enquanto são pequeninas. 

O bom velhinho do shopping  está recebendo as chupetas e mamadeiras da criançada. Elas podem entregar diretamente ao Papai Noel. Não é o máximo!? Ao visitar o velhinho de barba branca, os pequenos podem depositá-la em uma caixa que fica ao lado dele.

TERRAÇO SHOPPING


No Natal do Terraço a diversão está garantida com o brinquedão da turma do Clubinho Mágico que eles montaram. É um circuito com escadas, redes, ponte e tobogã. 


Todos os dias o Papai Noel fica esperando a criançada na praça dos cinemas. Mas nas tardes dos fins de semanas, a partir das 15h, o Zack, o Rico, a Lana e a Duda ficam na Praça das Palmeiras para fazer o Natal mais lúdico e divertido para as crianças.


CASA PARK


No dia 14 de dezembro, o CasaPark vai receber o Papai Noel e a Caravana da Coca-Cola, das 19h às 20h30. Para dar as boas-vindas ao bom velhinho, o shopping, em parceria com a Marché Festas, está preparando o Clubinho de Natal, com uma programação especial para as crianças.

A festa começará às17h, com oficinas de arte, animação, brincadeiras e música. A entrada é gratuita e livre para crianças de todas as idades, mas o espaço tem capacidade para até100 crianças.


PARK SHOPPING

O Park Shopping está lindo e cheio de coisas legais para a criançada. Mas quem não gosta de muvuca, fuja de lá, pois o mall está sempre superlotado. A decoração representa a fábrica do Papai Noel, com seis vitrines em volta da praça central que contam as histórias da oficina do bom velhinho, desde as cartas até o presente de Natal.

O Papai Noel fica dentro da árvore central, mas para chegar até ele é preciso ter muita paciência. A Alice e eu, por exemplo, levamos 1h30 na fila para ela conseguir ver “otlo Papai Noel”.


De hora em hora, neva na praça central. A criançada fica louca com a atração. Lá na praça, tem também um espaço para colorir árvores de Natal de papelão, tornando uma lembrança natalina linda para as crianças que participam da oficina. Outro atrativo que gera fila lá na praça é uma carruagem com um cavalo em tamanho real para as crianças tirarem foto.


O Park Shopping oferece ainda uma pista de patinação de gelo para crianças e adultos. Para os pequenos, tem um trenó que desliza no gelo e é guiado por um instrutor. A pista fica no 2º piso, próximo ao cinema e funcionará até o dia 05 de janeiro. Custa R$ 40 para 30 minutos de patinação.



 ÁGUAS CLARAS SHOPPING


No Águas Claras Shopping também tem Papai Noel e pista de patinação no gelo! A pista, que tem aproximadamente  200m², está localizada na praça das fontes,  e funciona de segunda a domingo. Para as crianças de até 5 anos, tem um lindo trenó, para ninguém ficar de fora da diversão.

Até o dia 29 de janeiro de 2017, você pode deslizar pela pista de patinação do Águas Claras Shopping nos seguintes horários:

De segunda a sexta-feira: 14 às 22h
Sábados: 10 horas às 22h
Domingos e Feriados: 13 às 21h

Valores de Passaporte:
30 minutos:
Segundas e terças R$ 25
Quartas, Quintas e Sextas R$ 30
Sábados e Domingos R$ 35
1 hora R$ 50
Play Car: R$ 20 por 5 minutos
Meias: R$ 5,00


TAGUATINGA SHOPPING

Dessa vez, uma das histórias natalinas mais famosas é o tema da decoração de fim de ano do Taguatinga Shopping: O Natal do Quebra Nozes. Todos que passarem pelo mall serão transportados automaticamente para uma das histórias infantis mais marcantes. A decoração traz o ar clássico do vermelho e dourado e suas formas remeterem às paisagens russas, onde a história se passa.

Para o encanto ficar completo, o Papai Noel também precisa fazer parte dessa história. Por isso, a praça central foi decorada com um gazebo construído especialmente para abrigar o bom velhinho, enquanto ele recebe os abraços e pedidos de Natal das crianças. O shopping foi enfeitado com árvores típicas, festões recheados de enfeites natalinos, muitas luzes e vários adereços temáticos que nos convidam a embarcar em um clima festivo.

ALAMEDA SHOPPING

A infância é uma época de descobertas, diversão e muita alegria. Pensando nessa fase tão incrível da vida das pessoas, o Alameda Shopping trouxe lembranças da infância dos adultos, para que, nesse espírito natalino, pais e filhos possam partilhar de brincadeiras e momentos inesquecíveis em família.

Além do ponto central onde fica o Papai Noel, tem ilhas de brinquedos e brincadeiras do passado que levam a família toda aos tempos de pura magia da infância, como amarelinha e pula corda. 



JK SHOPPING

Lá no JK o tema deste ano é “Natal na floresta tem mais festa”. O Papai Noel está cercado por muito verde, com árvores, moinhos, bichos, lago, praia, pomares, aves e até uma horta orgânica. Para prestigiar tudo isso, as crianças podem percorrer uma trilha interativa e se divertirem com brinquedos lúdicos. Tem um escorregador que é a sensação da criançada.



PONTÃO DO LAGO SUL

Com enfoque nas palavras amor, perdão, gratidão, união e esperança, a decoração natalina deste ano está nas cores vermelho e dourado e ocupa toda a área do Pontão do Lago Sul, a partir do seu pórtico de entrada. São 15 árvores de Natal, sendo a maior com 15 metros de altura e decorada com 12 anjos confeccionados em corda luminosa com lâmpadas de LED, seguida de outras duas, de cinco e três metros. Esta última ornando o tradicional presépio. Outras 12 árvores com 1,80m cada estão posicionadas ao longo de toda a orla, intercaladas com guirlandas.

CASA DO PAPAI NOEL 


Até o dia 5 de janeiro de 2017, a Casa do Papai Noel estará aberta em frente à Sede da POUPEX, no Setor Militar Urbano (SMU). Construída em madeira, a residência tem banheiro, quarto, sala e varanda. Quem passar pelo local ainda terá a chance de apreciar um presépio em tamanho real e conferir a iluminação da fachada do edifício, que contém cerca de 70.000 lâmpadas e 150 bolas de LED.

A atração fica aberta de segunda a sábado, das 8h às 20h. Aos domingos, funciona até às 19h. Nos fins de semana e até o dia 24 de dezembro, os visitantes serão recebidos pelo próprio anfitrião.

SERENATA DE NATAL

A Serenata de Natal é um coro formado somente por pessoas voluntárias (inclusive organização e regência), que há 35 anos leva música e alegria aos moradores de Brasília.


O que resta agora são só os meus votos de FELIZ NATAL a todos que acompanham o Minha Vida em Semanas!

Obrigada! Esta palavra é o que mais enche o meu coração de alegria! Que neste Natal todos nós tenhamos muitos motivos para agradecer sem parar!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

2 DES: desfralde e desmame

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Aos dois anos e dois meses, a Alice entrou em dois grandes processos de mudança de uma vez: o desfralde e o desmame. Pesado? Talvez. Mas, a coincidência não foi planejada.

Quem me conhece sabe que, por mim, ela continuaria com fralda até os 15 anos (rs...). Eu sempre tive PAVOR dessa fase de desfralde, sabia que precisaria de terapia focada nisso para me preparar. Mas, de repente partiu da Alice que chegou a hora. O que restou a mim foi aceitar.

Quanto ao desmame, sempre curti muito amamentar, mas o meu cansaço chegou. E como eu sempre digo, se os dois lados não estão curtindo, então, não vale a pena insistir.

Então, deixa-me te contar como tudo isso está acontecendo por aqui!

DESFRALDE


Você sabe o que são esfíncteres? São os músculos responsáveis pelo comendo das necessidades fisiológicas. As crianças começam a conseguir controlar entre 18 e 24 meses. Então, este pode ser o momento para iniciar o desfralde, mas cada um tem o seu ritmo.

Na primeira fase do desfralde, deve deixar a criança sem fralda, com calcinha ou cueca, apenas em casa. Quando ela começar a identificar as vontades, pode evoluir para os passeios sem fralda. O desfralde noturno é a última etapa, pode demorar. Uma dica para saber quando é o momento certo é observar como a fralda acorda. Se ainda estiver muito molhada, é melhor esperar um pouco mais. Mas sempre leve a criança ao banheiro antes de dormir para esvaziar a bexiga.

É normal ocorrerem escapes no começo. Então, certamente a criança fará xixi e cocô na calcinha ou cueca, mesmo depois de passar horas no vaso sem fazer nada. Nessa hora, respire fundo, PACIÊNCIA para agir da forma mais natural possível. Limpe mostrando que a ocorrência não é um problema, pois a tendência é que a criança fique constrangida e insegura por conta da escapada. 

A Alice começou num domingo. Eu dei uma saidinha e a deixei por algumas horas com a minha mãe. Quando eu cheguei, a minha “bebê” estava sentada no vaso. Ai, meu Deus! O meu coração acelerou!

A minha mãe me contou que ela tirou a roupa e foi ao banheiro, em direção ao vaso: quero fazer xixi! E lá ficou por horas, sem fazer nada, mas insistindo que queria.

Mesmo eu não estando preparada para este momento, eu não poderia desrespeitar a hora DELA. Então, eu já corri atrás de informações para eu me situar ao processo. Entre Google, dicas de amigas que já passaram por isso, metodologias pedagógicas e orientações médicas, eu adotei as metodologias das quais eu mais me identifiquei.

A pediatra da Alice fez uma lista de dicas para mim:

1)Paciência;
2)Compre redutor de assento de vaso e peniquinho (ela orientou ter os dois, mas eu preferi só o redutor);
3)Paciência;
4)Decore o redutor e o penico com o seu filho (a) com adesivos, por exemplo, mas ele sentir que os acessórios são dele (a);
5)Paciência;
6)Colocar um banquinho para servir de base para as perninhas quando estiver no vaso e também para subir quando for usar;
7)Paciência;
8)Sempre que a mamãe ou o papai for usar o banheiro, colocar a criança sentada no pinico para estimulá-la;
9)Paciência;
10)Perguntar sempre se ela quer fazer xixi ou cocô, pois ela ainda não conhece a tal “vontade”;
11)Paciência;
12)Procure as melhores formas para o seu filho (a) entender o que é a vontade de ir ao banheiro.
13)Paciência;
14)Orientar que ela não deve ficar pelada na frente de qualquer pessoa. Uma boa forma para começar as prevenções contra abuso sexual;
15)Paciência;
16)Se houver escape (no começo acontece muito), tratar com naturalidade para mostrar para a criança que não tem problema nenhum;
17)Paciência;
18)Não brigar jamais! Isso traumatiza, trava a criança e regride o processo;
19)Paciência;
20)Em caso de menina, ensinar a limpar de frente para trás;
21)Paciência;
22)Comemore quando a criança fizer xixi ou cocô no vaso;
23)Paciência;
24)Dê tchau ao cocô na hora de dar descarga;
25)Paciência.

Para as duas entrarem no processo juntas (a Alice e eu), usei um método que achei interessante usado em uma escola que visitei antes de saber que eu já estava na porta de entrada do desfralde. Marcar o momento com um presente.

Comprei um kit de calcinhas e embrulhei de presente. Marquei uma reunião na creche, com a participação da Alice, para alinhar tudo sobre o processo. A tia e eu explicamos à Alice sobre a nova fase que ela estava entrando. Então, falei: filha, você está virando uma mocinha! Por isso, a mamãe trouxe um presente para você.

Ela ficou tão feliz, pediu ajuda para abrir o presente em êxtase! E quando viu que eram calcinhas, pulou de alegria, queria voltar correndo para a sala, para mostrar o presente para as amiguinhas e para a tia Tainan (a amor da vida dela).

Nessa hora, todo o peso que eu construí no meu psicológico sobre o desfralde despencou. Pelo menos ali eu consegui curti. Fiquei emocionada!

Teve outro método que eu também achei interessante para dar início que é o do mascote. Usar um personagem que chame a atenção da criança para ela dar de presente a fralda. Essa metodologia é muito usual quando se tenta tirar chupeta ou mamadeira.

Uma alternativa divertida também pode ser levar a criança para escolher as peças íntimas para comprar. Além das calcinhas e cuecas convencionais, o mercado oferece as peças e treinamento, que seguram mais os escapes. No Brasil ainda são bem caras, mas no Aliexpress encontra kits mais em conta e de qualidade.

Há também uma infinidade de acessórios para entulhar o seu banheiro durante o desfralde. Redutores de vaso e penicos para todos os gostos e bolsos, escadinhas, banquinhos... Para meninos, tem mictórios e garrafinhas para fazer xixi quando estiverem na rua. 



Há livrinhos pedagógicos que também podem ajudar a criança a entender melhor sobre o processo de desfralde.


O processo pode ser fácil para uns, demorado para outros. Para mim, tem sido bem chato, isso sim (rs...)! Mas eu estou sem pressa, num ritmo bem tranquilo.

DESMAME


Um pouco antes de a Alice completar dois anos, eu percebi que ela diminuiu bastante as mamadas. Ela sempre teve uns horários coringas, como na saída da creche e na hora de dormir. Mas foi quando ela “se esqueceu” que precisava mamar antes de ir embora da escola, que me chamou a atenção de verdade. Confesso que o meu coração apertou. Acho que é mais fácil (ou menos difícil) quando a decisão de parar parte de você (mãe). "Rejeição” é uma definição muito forte para o que eu senti, mas foi mais ou menos isso.

O tempo foi passando e realmente eu fui cansando. Então, preferi aceitar que a minha missão mamífera estava chegando ao fim. Comecei o processo sutilmente, conversando com a Alice. Mas percebi que ela não queria aceitar a colocar um ponto final nas mamadas.

Então, aproveitei um fim de semana que a Alice passou com o pai (chocando a sociedade em 3,2,1... afinal, nem todos sabem que eu me divorciei, há muito tempo por sinal) para iniciar o processo de verdade.

Para o desmame, eu adotei o método do “peito dodói”. Comecei na última segunda-feira (7), colocando band-aid nos peitos para a Alice entender melhor. No primeiro dia, ela ficou meio confusa, mas logo respeitou o dodói da mamãe. No segundo, eu a senti mais carinhosa, toda hora ela me abraçava e me beijava e de repente ela beijou o meu peito e disse: sarou, mamãe! Quase morri nessa hora! Mas me mantive firme.

No terceiro dia, teve a primeira recaída. Ela ficou mais agressiva, me bateu sem motivo e estava emburrada. Conversei com ela calmamente e logo ela me pediu desculpas e melhorou o comportamento. No quarto dia, ela voltou com o carinho e, driblando uma vergonhinha fofa, ela falava meio constrangida: quero mamar, mamãe.

Já estou sem dar peito há sete dias. Estou achando o processo muito tranquilo. A única dificuldade que estou enfrentando é o horário de dormir da Alice. Como ela só dormia no peito, ela ainda está aprendendo a dormir sem. Com isso, ela perdeu o horário, nesta semana dormiu bem tarde, passou da 1h30. Mas a cada dia está progredindo um pouquinho.

Agora, estou aproveitando o processo para colocar a Alice para dormir como em comercial de margarina, lendo um livro (estou conseguindo ler de verdade e não apenas a primeira página como era antes, por causa da impaciência dela para ver o livro inteiro em três segundos), fazendo cafuné, cantando a música que ela escolhe e rezando para ela aprender a agradecer pelo o seu dia.

E no meio de tanto carinho que esta fase está aflorando ainda mais, ontem teve uma situação que merece ser registrada. A Alice me encheu de beijos, me deu um abraço apertado e disse: mamãe, eu te amo! De novo, eu quase morri e eu a enchi de beijos. Depois eu perguntei:

Eu – Filha, você sabe o que é amor?

Alice – Não sei.

Eu – É quando você gosta muito de uma pessoa, não quer parar de beijá-la, abraçá-la e não se cansa de vê-la.

Então, ela me agarrou de novo, me encheu de beijos e disse – Assim?

Claro que eu chorei, né?!

A minha filha não é mais um bebê...

E você tem alguma coisa para compartilhar sobre desfralde e desmame? Vamos trocar figurinhas!
 

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